Erre Mais

Erre Mais

Erre mais!

Busque seus erros, não os esconda debaixo do tapete. Não se engane.

Passei muitos anos da minha estrada de movimento escondendo minhas fraquezas e meus erros. Quando dançava, não encarava cara a cara meus demônios, não investia nos meus erros, no que eu não era boa, fugia, escondia, trancava e jogava a chave fora. 

E sabe qual foi o resultado disso? Mais fracassos, lesões e decepção. 

Realmente o sofrimento é uma escolha sua. Quando você foge dos seus demônios, trancando-os, você fecha junto deles, um monte de oportunidades.

Quisera eu saber disso quando dançava profissionalmente. Queria eu naquela época, ter tido a coragem de mostrar meus erros a mim mesma.

Mas nunca é tarde. 

E por que você gostaria de mostrar-se errando e encarar esses demônios? Porque é por aqui que você cresce. Crescer dói porque temos que encarar derrotas.

Somos proibidos de perder, mas ninguém nos contou que para vencer e conquistar seus objetivos você vai perder várias vezes. Você irá errar infinitas vezes. 

Tem uma frase que gosto muito e uso a cada dia de prática: “Vença ou aprenda.” Se você não conseguiu fazer o que se propôs, aprenda com o fracasso! Esse é o único caminho, se quiser ser bom.

Se você fracassou é porque está correndo atrás de algo maior do que tem hoje, está buscando sair da zona de conforto e conquistar novos horizontes. O processo é trabalhoso e com o tempo quebramos o paradigma de que ele dói. Ele pode doer ou não – é uma escolha, só depende do jeito que você encara a situação.

Por muito tempo me doeu perder, errar. Comecei a ter pavor de sentir aquele gosto amargo de “não conseguir” e com isso comecei a ficar com MEDO de errar. E o medo, sabe o que ele faz com você? Te paralisa, te congela e te deixa totalmente estagnado no limbo do nada. Já vivi muitas vezes isso. E posso dizer: isso é mais apavorante que o próprio medo.

Foi outro dia que fiquei obcecada em dar um basta nisso e seguir em frente. Li vários livros sobre medo, mielina, motivação, psicologia, neurociência, além de experimentar e testar atitudes, exercícios durante a minha prática de movimento. Posso dizer que esse foi o grande presente dos meus 40 anos,  que conquistei com muito suor e algumas lágrimas!

Conquistei o não colocar emoção no meu erro, e sim me focar em aproveitar dele e de certa maneira, até querer errar (não de propósito). Realmente é redentor não ter medo de errar, faz a gente crescer de verdade.

A tal antifragilidade que o Ido Portal e Nassim Taleb comentam é isso: a partir da sua dificuldade você ir lá, dar a cara para bater, se esforçar, cair, levantar, aprender e se tornar mais forte. Vencer não importa.

 Na verdade, o “veneno” te fortalece. Na verdade, o veneno te cura. Mitridização é uma atitude e começa na sua cabeça.


[10:25, 24/8/2016] +55 11 98671-1716: sim
[10:25, 24/8/2016] Juliana Ota: Resultado todo mundo quer, então se arrisque mais, erre mais.

Por isso quando for jogar o jogo do movimento, quando for praticar seu movimento, não tenha medo de errar. Quando for experimentar uma parada de mão, não tenha medo de não conseguir. Encare o erro e se fortaleça com ele. Essa é a parte divertida do jogo da vida, “curtir” a brincadeira de esconde-esconde  que existe entre o acerto e erro. Quando você errar da próxima vez, se pergunte o que está escondido no erro, que você precisa enxergar. E não se julgue por causa dele.

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Juliana Ota
juotabozano@gmail.com
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