Sua jornada é mais importante do que o destino. Um chavão que funciona!

Sua jornada é mais importante do que o destino. Um chavão que funciona!

Essa frase já virou chavão: “Aproveite o caminho e não o pico da montanha.” blablabla

Apesar de você já ter visto essa essência de mensagem de várias formas, acho que vale a pena fazer um post, porque apesar de chavão, dá pra gente tirar muito proveito para otimizar suas práticas de movimento e conquistar seus objetivos.

Primeiro, a gente deve encarar a jornada não como algo romântico, em que você pega sua mochilinha e vai peregrinando lindamente e reflexivo pelos campos verdejantes da sua vida. Eu pensei que era assim, quase que uma iluminação. Só que não.

A sua jornada está mais para um campo de batalha, gosto de dizer que “é um processo”, onde você não é, de forma alguma, passivo. Você é 120% ativo e responsável pelas suas escolhas.

Falo de um campo de batalha no sentido de ação, estar constantemente alerta, ligado, estudar as estratégias e arregaçar as mangas. Por que muitas vezes nos cansamos durante a jornada e desistimos? Por que perdemos o foco, o objetivo da batalha e começamos a desperdiçar energia em besteiras.

Cansar acontece com todos, perder o foco também, a diferença daquele que conquista é que quando desanima, ele descansa o tempo que precisar, mas não desiste e entende que a cada passo, é um passo. Até mesmo o descanso, a pseudo pausa faz parte do processo.

Percebi isso na minha pele.

Estou voltando agora, depois de 2 meses, capengando, na minha prática de parada de mão. Foi quando isso aconteceu que percebi o verdadeiro sentido e importância da jornada ser mais importante que o destino. E que a jornada na verdade é o processo que você está vivendo para aquele objetivo, não importa onde se encontra nele, ele não deixa de ser o seu processo.

Durante minha jornada infinita na parada de mão, meu punho foi avisando que algo não estava indo bem, mas como encarava erroneamente que a jornada era apenas o processo de estar “progredindo”, a cada dia que ele gritava, eu falava para mim mesma: “Juliana, não escute ele, porque senão você vai se atrasar na sua jornada, esmaga ele, passa por cima, finge que é surda e vai.”

E quando ele me brecou de vez, depois de 30 dias morrendo de dor, tive que ficar de molho uma semana e depois começar a praticar fora do chão, numa paralela. Pra mim, foi a morte. Ter que me readaptar a um aparelho e ficar preso a ele. Com a dor somada à sensação de frustração, e a necessidade de me reinventar, entrei em depressão porque não estava captando a mensagem.

E foi aí, na dor para crescer que tive uma epifania.

O processo é tudo que acontece com você. Você vai chegar lá quando entender que este processo é particular a você, diferente do da Mariazinha, do José – é seu, é inédito e surpreendente.

Quando entendi isso, a frustração parou de fazer sentido e segui em frente. Depois de um mês levando minha paralela para cima e para baixo, para a praia, para o parque, para o banheiro, foi assim: apenas mais uma etapa e daí, como a fluidez da água de Bruce Lee, voltei para o chão, melhor, mais sólida, mais amadurecida, à minha querida parada de mão.

Mais uma lição de vida que o movimento me presenteou.

Gostou do post? Comente e indique nossa filosofia. Assim sempre teremos bons assuntos a compartilhar.

Juliana Ota
juotabozano@gmail.com
2 Comments
  • Guilherme Lemos
    Posted at 10:19h, 10 fevereiro Responder

    Adorei Ju! Por me identificar completamente!

    • Juliana Ota
      Posted at 21:44h, 12 fevereiro Responder

      Oi Gui, que legal saber que você se identificou.
      Quando eu percebi que tudo o que acontece na minha jornada de parada de mãos faz parte, ou seja, é isso ai, e então parei de ficar imaginando como deveria ser meu processo, com isso ficou muito melhor e verdadeiro, e posso dizer que os ganhos começaram a aparecer de diferentes formas, sem sofrimento e conflitos. Isso tudo me fez ter a coragem de fazer o que sempre quis: dar um curso de parada de mãos do jeito que acredito e com as minhas verdades para um bom desenvolvimento humano. é isso ai, nossa jornada requer coragem, paciência e não criar expectativas, porque quando esta criando-as esta pensando só no final e perde toda a beleza de viver a SUA jornada. Espero encontrar você muitas vezes na sua jornada de movimento!

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